Holantec :: Consultoria em Fruticultura
         
PÊSSEGO        
         
Características
O pessegueiro Prunus pérsica (L.) Batsch é uma das espécies frutíferas de clima temperado que mais tem sido pesquisada e adaptada às condições de clima temperado quente ou subtropical. A denominação pérsica se deve à hipótese equivocada que a espécie seria originada da Pérsia, quando sua verdadeira origem é a China, onde vegeta espontaneamente.

Embora a maioria das regiões produtoras esteja entre as latitudes de 30º e 45º N e S, os programas de melhoramento genético ao redor do mundo, aliados a práticas de manejo, incluindo podas diferenciadas, tratamentos de quebra de dormência, controle de geadas, entre outras, permitiram o cultivo do pessegueiro mesmo em áreas de latitudes tão baixas como 18-20º.

É um frutífera de espécie arbórea, exigente em tratos culturais intensivos, pertencente à família Rosaceae. Em São Paulo, a produção de pêssegos destina-se ao consumo in natura, com grande tendência no plantio de cultivares precoces.

O cultivo de pêssegos para conserva, pouco estimulado nos últimos anos, poderá apresentar incremento gradual, dada a aceitação crescente do produto industrializado, sob a forma de compotas, geléias, sucos e de pêssegos secos; nesse caso, é interessante que se lance mão de cultivares de dupla finalidade.

Cultivares:
Precoces:
Tropic Prince;
Tropic Beauty;
Kampai

Medianos:
Douradão;
Rubimel;
Aurora 1

Tardios
Facínio;
Regalo;
Chimarrita;
Chiripa;

Mudas e plantio:

Utilizar mudas enxertadas sobre cavalos de pessegueiro, propagados por sementes, de preferência do cultivar Okinawa, resistente aos nematóides de galhas.

Mudas de raízes nuas: plantio em julho e agosto;

Em recipientes: qualquer época, de preferência na estação das águas.

Espaçamento:
Plantio convencional: 6 x 4m a 7 x 5m

Plantio adensado: 4 x 2m a 5 x 3m

Mudas necessárias:
285 a 410 e 666 a 1.250/ha, de acordo com o espaçamento.

Controle da erosão:
Plantio em nível ou cortando as águas, patamares ou banquetas em terrenos declivosos, capinas em ruas alternadas; roçadeira no período das águas; cobertura morta do solo.

Calagem:
De acordo com a análise de solo, aplicar calcário para elevar a saturação por bases a 70%, distribuindo o corretivo por todo o terreno antes do plantio ou mesmo durante a exploração do pomar, incorporando-o através de aração e/ou gradagem.

Adubação de plantio:
Cova: 2kg de esterco de curral, bem curtido, 1kg de calcário magnesiano, 200g de P2O5 e 60 de K2O, pelo menos 30 dias antes do plantio.

Em cobertura: a partir da brotação das mudas, aplicar ao redor da planta, 60g de N, em quatro parcelas de 15g, de dois em dois meses.

Adubação de formação:
Para plantios convencionais, de acordo com a análise do solo e por ano de idade, aplicar 60 a 120 g/planta de cada um dos nutrientes: N, P2O5 e K2O; o N em quatro parcelas, de dois em dois meses, a partir do início da brotação.

Adubação de produção:
No pomar adulto convencional, a partir do 5º ano, dependendo da análise do solo e da produtividade, aplicar anualmente 3 t/ha de esterco de galinha, ou 15 t/ha de esterco de curral, bem curtido, e 90 a 180 kg/ha de N, 20 a 120 kg/ha de P2O5 e 30 a 150 kg/ha de K2O.

Aós a colheita, distribuir esterco, fósforo e potássio, na dosagem anual, em coroa larga, acompanhando a projeção da copa no solo, e, em seguida, misturá-los com a terra da superfície. Dividir o nitrogênio em quatro parcelas, aplicadas em cobertura, de dois em dois meses, a partir do início da brotação.

Observação: para plantios adensados, aplicar os adubos, no pomar em formação e no adulto, de modo similar aos plantios convencionais, reduzindo as dosagens proporcionalmente à área ocupada por planta.

Irrigação:
Indispensável nas estiagens (por sulcos, gotejamento, em bacias ou aspersão); sua substituição parcial é feita por meio de cobertura morta, em áreas de adequado equilíbrio hídrico.

Outros tratos culturais:
Capinas, podas de inverno e verão (desbrotas), desbate e ensacamento dos frutos (opcional, para proteção contra a mosca-das-frutas).

Herbicidas: glyphosate, paraquat, diquat, gluphosinate de amônio, atrazine.

Controle de pragas e doenças:
No inverno – calda sulfocálcica concentrada, cianamida hidrogenada (para quebra de dormência), óleo mineral e caiação do tronco;

Estágio vegetativo – Utilizar produtos químicos registrados para a cultura, inseticidas, acaricidas, bactericidas, fungicidas e outros, segundo recomendação técnica.

Colheita:
Setembro a fevereiro, conforme o cultivar e a região; safras comerciais a partir do 2º ano de instalação do pomar: colheita manual de frutos no estádio de vez.

Produtividade normal:
20 a 30 t/ha de frutos, em pomares adultos racionalmente conduzidos e conforme o espaçamento.

Curiosidades:
Quando comparado a outros frutos quanto ao aspecto nutricional, apresenta valores relativamente elevados de K, Mg, Vit. A, B2 e PP (niacina). Entretanto apresenta baixos valores de Ca e Vit. C. A ingestão do fruto auxilia no bom funcionamento dos órgãos digestivos, e é também indispensável para uma boa formação do corpo humano.
         
       
         
 
Holantec Consultoria em Fruticultura

Rodovia Raposo Tavares, km 256
C.P.: 506 | CEP: 18725-000
Distrito Campos de Holambra
Holambra | SP

Fone: (14) 99687-0080 Elcia
(14) 99866-3436 Cris

holantex@uol.com.br
www.holantec.com.br

DEVELOPED BY JT COMUNICATION FROM BRAZIL 2013 | ALL RIGHTS RESERVED | www.jtcomunicacao.com.br